quinta-feira, 22 de julho de 2010

Verde


preso a garganta
o grito mudo de palavras ao vento
na mesma direção
da caneta sobre o papel
a visão é de flores
que nunca tiveram raízes
por estar em canteiros
a beira da estrada
admirando paisagens
e nunca existir

que pena das flores,
não conhecer a realidade
do sol que vivifica, alimenta a seiva
clorofila,
e o verde da verdade desaparece a cada instante...

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