a poesia grita
quer existir no papel
sair dos pensamentos ambíguos
surto poético
as vezes sussurro
o feio que se faz de bonito
ausência, o momento
como se fosse um olhar dentro
intensidade das horas que passam
amor que deságua
sublime que vem e vai embora
tal como realmente ser
alguma coisa que vem e vai
sem dizer pra onde...
apenas um fragmento no papel.
Ederson Rocha
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Da nova Arte
aqueles que esperam
surgir a arte de peso
que abale as estruturas do que já existe
deve primeiramente compreender a simplicidade
pois ela surgirá
simples e autêntica
sem rebuscamentos
e passará despercebida
ante os abalos sísmicos
dos hermetismos, figuras de linguagem
sintaxes, aliterações
que a criptografam
e tratam com desdém
a necessidade humana do poeta
ao expressar os sentimentos
que surgem radiantes
na beleza da aurora
ou num pasmo de inquietude de qualquer manhã...
Ederson Rocha
surgir a arte de peso
que abale as estruturas do que já existe
deve primeiramente compreender a simplicidade
pois ela surgirá
simples e autêntica
sem rebuscamentos
e passará despercebida
ante os abalos sísmicos
dos hermetismos, figuras de linguagem
sintaxes, aliterações
que a criptografam
e tratam com desdém
a necessidade humana do poeta
ao expressar os sentimentos
que surgem radiantes
na beleza da aurora
ou num pasmo de inquietude de qualquer manhã...
Ederson Rocha
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Condição
nenhum esforço
vem da vontade
de pegar pelo dorso
esta situação
a vida segue
a ferro e fogo
ninguém se entrega
nem une as mãos
sol
gira
sol
põe em movimento
este arrebol...
Andarilho da noite
caminha...
o vento range portões
um sentimento de alma
pensando sentindo
sentindo pensando
pessoas assistem TV
luzes se apagam
e o andarilho
buscando consciência de mundo
num novo dia que surgirá
distante de um céu estrelado
sem afago do universo
nesta noite
soturno,
o andarilho
busca teu silêncio
um silêncio vazio de alma
qualquer metafísica
dada a cruel situação humana
contra o supérfluo da existência
no seu ridículo pensamento
de lua
estrela e universo
domingo, 27 de dezembro de 2009
O rapaz sentado na escada...
lê um livro de poemas
e ninguém o percebe
está em seu horário de almoço
e toda atenção do rapaz
a ler o livro no trabalho
há um quê de ousadia
pois as pessoas o julgam conhecedor de algo
mas a poesia não pragmatiza as coisas
flui como as águas de um rio
e sem pretexto
nem objetivo
sabe exatamente aonde quer chegar
nada sabe
nem sequer sabe que não sabe
sente
inocente
displicentemente
lê
no ambiente em derredor
pessoas lêem apostilas de concursos públicos
livros de auto-ajuda
e não se ajudam
na disputa que criaram pelo lugar ao sol
olham com desdém o rapaz
lendo um livro, distraído
no sincero devaneio da contemplação
sem dar conta do horário de almoço já acabar
vendo o sublime cristalizar...
e ninguém o percebe
está em seu horário de almoço
e toda atenção do rapaz
a ler o livro no trabalho
há um quê de ousadia
pois as pessoas o julgam conhecedor de algo
mas a poesia não pragmatiza as coisas
flui como as águas de um rio
e sem pretexto
nem objetivo
sabe exatamente aonde quer chegar
nada sabe
nem sequer sabe que não sabe
sente
inocente
displicentemente
lê
no ambiente em derredor
pessoas lêem apostilas de concursos públicos
livros de auto-ajuda
e não se ajudam
na disputa que criaram pelo lugar ao sol
olham com desdém o rapaz
lendo um livro, distraído
no sincero devaneio da contemplação
sem dar conta do horário de almoço já acabar
vendo o sublime cristalizar...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Atemporal
A vida
é silêncio que nos afaga
o tempo
ilusão que nos traga
e o destino
que será que nos reserva?
O curso das horas
é instante que se dispersa
As horas
procuro tragá-la, retê-la
a vida passa
num eterno carrossel
e nos enlaça
como nuvens no céu
que também passa
─ véu sem asas ─
é silêncio que nos afaga
o tempo
ilusão que nos traga
e o destino
que será que nos reserva?
O curso das horas
é instante que se dispersa
As horas
procuro tragá-la, retê-la
a vida passa
num eterno carrossel
e nos enlaça
como nuvens no céu
que também passa
─ véu sem asas ─
Inquietudes
I
Crianças correm nas ruas
e a vida consiste
somente em existir...
Ao contrário
medito o sol
e calculo sua distância...
II
Supra-consciência
nem de longe é
pseudo-sapiência
Ter comigo
tê-la, consigo
à margem do abismo
beirando ilusões...
Seria como pisar em ovos,
caminhar em cacos de vidro...
III
Ao surgir
do acaso a existência
foram deslizes da natureza
os sentimentos,instintos, os anseios?
Ou seria tão espontâneo como o vento
que pelo mundo gira
estáveis
como os movimentos das marés
Apenas sublime raiar
da primeira aurora
fôlego de criatura humana surgiu,
um pensamento escapou em um suspiro...
Ederson Rocha
Crianças correm nas ruas
e a vida consiste
somente em existir...
Ao contrário
medito o sol
e calculo sua distância...
II
Supra-consciência
nem de longe é
pseudo-sapiência
Ter comigo
tê-la, consigo
à margem do abismo
beirando ilusões...
Seria como pisar em ovos,
caminhar em cacos de vidro...
III
Ao surgir
do acaso a existência
foram deslizes da natureza
os sentimentos,instintos, os anseios?
Ou seria tão espontâneo como o vento
que pelo mundo gira
estáveis
como os movimentos das marés
Apenas sublime raiar
da primeira aurora
fôlego de criatura humana surgiu,
um pensamento escapou em um suspiro...
Ederson Rocha
MUDO GRITO
sufocado
dentro
estrondo psico-inerte
um eco
ânsias perdidas
inquietudes acorrentadas
em momentos que se foram
horizontes ao meio
meio fio d’ alma
caminhos desertos
sem pegadas no chão.
dentro
estrondo psico-inerte
um eco
ânsias perdidas
inquietudes acorrentadas
em momentos que se foram
horizontes ao meio
meio fio d’ alma
caminhos desertos
sem pegadas no chão.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Luz
embriago-me de poesia
e um não-sei-oque inebriante
traz na alma
no peito e o coração todo
instantes de vida ao redor
a ausência das flores parece uma rotina
mas o peito ainda suspira
e o amor é uma esperança
feliz de mim!
parece que as vezes
sei o que é amor
cenas de infância perdida no tempo
ao redor
acontecem com entusiasmo
colorindo um vazio na alma
é só uma luz a meio fio,
enquanto a vida realmente acontece...
Ederson Rocha
e um não-sei-oque inebriante
traz na alma
no peito e o coração todo
instantes de vida ao redor
a ausência das flores parece uma rotina
mas o peito ainda suspira
e o amor é uma esperança
feliz de mim!
parece que as vezes
sei o que é amor
cenas de infância perdida no tempo
ao redor
acontecem com entusiasmo
colorindo um vazio na alma
é só uma luz a meio fio,
enquanto a vida realmente acontece...
Ederson Rocha
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Recorrência
se fossem só pensamentos
indicando a amplitude do ser
se fosse o ópio apenas
o que esconde a lucidez
e na surdina do cansaço
o peso da existência
acaso há flores no recôndito da alma?
o que enfim é a alma
que tanto fascina
no fundo de tudo
se torna algo que ninguém sabe...
talvez seja o Sol
brilhando ao contrário
num crepúsculo que atormenta
ver tudo sem sentido
a vida, o caos
ainda há tenha esperança
para alguns, do mundo o que se alegrar
sem questionar
inquirir
a única trajetória que resta neste horizonte
se fossem só pensamentos
ou um inútil poema
mas todo universo conspira
e a verdade permanece obscura...
indicando a amplitude do ser
se fosse o ópio apenas
o que esconde a lucidez
e na surdina do cansaço
o peso da existência
acaso há flores no recôndito da alma?
o que enfim é a alma
que tanto fascina
no fundo de tudo
se torna algo que ninguém sabe...
talvez seja o Sol
brilhando ao contrário
num crepúsculo que atormenta
ver tudo sem sentido
a vida, o caos
ainda há tenha esperança
para alguns, do mundo o que se alegrar
sem questionar
inquirir
a única trajetória que resta neste horizonte
se fossem só pensamentos
ou um inútil poema
mas todo universo conspira
e a verdade permanece obscura...
Da compreensão precoce da vida...
O que vai tão cedo pra guerra
Pergunta-se no meio de tudo
Em quê vale os sonhos q ’ela enterra
Sempre preso em algo absoluto
Existência que transcende a circunstância,
Por que os valores se dissolvem?
Diluem-se em outras estâncias
E é quando os sonhos nascem
Mas são coisas tão absurdas
Revelar na vida os sentimentos humanos!
As pessoas anseiam, é grande a turba
Que não enxergam na vida o próprio engano...
Ederson Rocha
Pergunta-se no meio de tudo
Em quê vale os sonhos q ’ela enterra
Sempre preso em algo absoluto
Existência que transcende a circunstância,
Por que os valores se dissolvem?
Diluem-se em outras estâncias
E é quando os sonhos nascem
Mas são coisas tão absurdas
Revelar na vida os sentimentos humanos!
As pessoas anseiam, é grande a turba
Que não enxergam na vida o próprio engano...
Ederson Rocha
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Rotina
Quando termina a semana
Começa o dia
Longe do labor
Perto da cantoria
Quando a semana passa
Vai-se embora a agonia
Eu trabalho noite dia
E tenho um violão
Enquanto dura a semana
Não tem canção
Mas quando a semana acaba
É quando os dias começam...
Começa o dia
Longe do labor
Perto da cantoria
Quando a semana passa
Vai-se embora a agonia
Eu trabalho noite dia
E tenho um violão
Enquanto dura a semana
Não tem canção
Mas quando a semana acaba
É quando os dias começam...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Decadènce
Não vou para o abismo
No verso da poética ambígua
A ambigüidade é uma constante
Só não consome a alma
Que na profundidade dos olhos
Há de supor que já não existe
Evaporou-se
Querem levar-me para o abismo
Mas para o abismo não vou
A utopia cega meus olhos?
Não se preocupe
Deixa-me ser um sonhador
Em busca do algo mais
De tudo que cerca e existe
É a circunstancia que não me deixa triste
Por enxergar que assim se supera
Os valores já não existem
A utopia cega meus olhos
Incapaz de nem um palmo de canção
Sem rima ou prosa
Só utopia...
Caminha como sombra
Refrigera o coração
Mas para o abismo
Não vou.
Ederson Rocha
No verso da poética ambígua
A ambigüidade é uma constante
Só não consome a alma
Que na profundidade dos olhos
Há de supor que já não existe
Evaporou-se
Querem levar-me para o abismo
Mas para o abismo não vou
A utopia cega meus olhos?
Não se preocupe
Deixa-me ser um sonhador
Em busca do algo mais
De tudo que cerca e existe
É a circunstancia que não me deixa triste
Por enxergar que assim se supera
Os valores já não existem
A utopia cega meus olhos
Incapaz de nem um palmo de canção
Sem rima ou prosa
Só utopia...
Caminha como sombra
Refrigera o coração
Mas para o abismo
Não vou.
Ederson Rocha
sábado, 27 de dezembro de 2008
Desalento da manhã
Nasce uma nova aurora
uma manhã que ilumina
a húmus deste planeta
de coisas que acontecem
Sinto que está comigo
a ausência de algo
um vazio que transborda
e eu me retiro...
Para quê opinar?
A decadência derradeira do mundo
é circunstancial
assim como a aurora que nasce
Mas sinto a falta,
um sorriso de criança
algo tão bonito
como o brilho da aurora
que vem a completar a ausência
e da própria ausência
flores que murcham
gases lacrimogêneos
e sentimentos estéreis
ante a idéia inútil
de querer consertar...
Ederson Rocha
uma manhã que ilumina
a húmus deste planeta
de coisas que acontecem
Sinto que está comigo
a ausência de algo
um vazio que transborda
e eu me retiro...
Para quê opinar?
A decadência derradeira do mundo
é circunstancial
assim como a aurora que nasce
Mas sinto a falta,
um sorriso de criança
algo tão bonito
como o brilho da aurora
que vem a completar a ausência
e da própria ausência
flores que murcham
gases lacrimogêneos
e sentimentos estéreis
ante a idéia inútil
de querer consertar...
Ederson Rocha
sábado, 9 de agosto de 2008
Apologia ao Tempo
olhos à curva da estrada
a estrada na linha do tempo
e o tempo tão vago não diz nada
é apenas sonho ou contentamento
vejo as estrelas no céu e é negro
aqui a vida resfria como geleira
ao inverso, transmuta-se e é um segredo
já as estrelas , belas pela vida inteira
seriam eternas ao tempo distante,
ou qual distância teria o tempo
a velha história já é o bastante
e gira, gira como faz o próprio vento
saber das coisas é um mistério
o tempo passa e nada diz
pensar, saber é um critério
tal como o próprio tempo se faz um juiz
passa, e dura uma vida inteira!
Ederson Rocha
a estrada na linha do tempo
e o tempo tão vago não diz nada
é apenas sonho ou contentamento
vejo as estrelas no céu e é negro
aqui a vida resfria como geleira
ao inverso, transmuta-se e é um segredo
já as estrelas , belas pela vida inteira
seriam eternas ao tempo distante,
ou qual distância teria o tempo
a velha história já é o bastante
e gira, gira como faz o próprio vento
saber das coisas é um mistério
o tempo passa e nada diz
pensar, saber é um critério
tal como o próprio tempo se faz um juiz
passa, e dura uma vida inteira!
Ederson Rocha
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Semente
o amor
um fragmento
semente que germina
o sol, uma luz
a essência das coisas
sem os valores
os pudores que a ferro se impõe
mas nada se estrutura
tudo é a eterna liberdade
só quando germina a semente,
aflora o que no fundo temos de belo
e é tão rara
a essência de tudo
a semente de nada
que se perde no transcorrer do tempo.
Ederson Rocha
um fragmento
semente que germina
o sol, uma luz
a essência das coisas
sem os valores
os pudores que a ferro se impõe
mas nada se estrutura
tudo é a eterna liberdade
só quando germina a semente,
aflora o que no fundo temos de belo
e é tão rara
a essência de tudo
a semente de nada
que se perde no transcorrer do tempo.
Ederson Rocha
Ser...
não tenho nada
nem a necessidade de aceitar
que ter me fará feliz
nem a lembrança remota de não ter
enfatizo
quero ser!
a parte disso
uma leve brisa
entre a minha infância
e a idéia hermética
de que viver vale à pena...
Ederson Rocha
nem a necessidade de aceitar
que ter me fará feliz
nem a lembrança remota de não ter
enfatizo
quero ser!
a parte disso
uma leve brisa
entre a minha infância
e a idéia hermética
de que viver vale à pena...
Ederson Rocha
Não quero nada...
Não quero nada...
Já dizia Fernando Pessoa
também o afirmo
pois tudo o que em mim acontece
é a razão pela qual aqui estou.
Se escrevo versos
é por que sinto a necessidade
de um olhar de amplitude sobre as coisas que nos cercam
e a música,seria como lavar os olhos
e enxergar o que não vejo
com um sentimento distinto
com os olhos que também são meus
sentir o que eu não sinto
quando estou comigo...
Então também o afirmo
não quero nada!
Tudo o que faço
é a repercussão da ânsia que tenho
de ser integralmente humano.
Talvez isso por natureza seja...
Mas tudo o que sinto e penso
é apenas um surto de momento
instantes estes sem muita intensidade
em que me pergunto
o que realmente é a vida
e em que base se consiste para existir
de onde vem e pra onde vai
pois é imenso este universo de detalhes
e se escrevo em surto de momentos
é tão somente
por que um presente instante,constante
é o que na vida realmente busco viver...
Ederson Rocha
Já dizia Fernando Pessoa
também o afirmo
pois tudo o que em mim acontece
é a razão pela qual aqui estou.
Se escrevo versos
é por que sinto a necessidade
de um olhar de amplitude sobre as coisas que nos cercam
e a música,seria como lavar os olhos
e enxergar o que não vejo
com um sentimento distinto
com os olhos que também são meus
sentir o que eu não sinto
quando estou comigo...
Então também o afirmo
não quero nada!
Tudo o que faço
é a repercussão da ânsia que tenho
de ser integralmente humano.
Talvez isso por natureza seja...
Mas tudo o que sinto e penso
é apenas um surto de momento
instantes estes sem muita intensidade
em que me pergunto
o que realmente é a vida
e em que base se consiste para existir
de onde vem e pra onde vai
pois é imenso este universo de detalhes
e se escrevo em surto de momentos
é tão somente
por que um presente instante,constante
é o que na vida realmente busco viver...
Ederson Rocha
Despertar
escrevo um poema para meu sonho
ver a vida com essência
e toda beleza que se perde
no curso do tempo,
escrevo o poema
sobre o olhar de um susceptível cosmopolita
a vida atual é a circunstância
da imagem interior que se reflete
em nossos atos
a cada instante
ao ouvir o som de cada passo
em direção a rotina insuportável
que a vida ritmada conduz
e mecaniza os atos, fere
como um punhal que atravessa o peito
no entanto...
escrevo o poema para meu sonho
quando vejo tão real
a circunstância pela qual escrevo
e a realidade é tão clara
e produz uma vertigem
mas os olhos cegos ainda não sabem filtrar
toda imagem que fica retida
no abismo interior já mecanizado
tudo isso é a minha loucura
e me obriga a aceitar
somente o que se vê e é palpável
opondo-se a uma absoluta idéia
de que tudo é amplitude
a amplitude de tudo parece incognoscível
pois ainda escrevo um poema para meu sonho
antes de dormir,
no meio de tudo, querendo apenas acordar...
Ederson Rocha
ver a vida com essência
e toda beleza que se perde
no curso do tempo,
escrevo o poema
sobre o olhar de um susceptível cosmopolita
a vida atual é a circunstância
da imagem interior que se reflete
em nossos atos
a cada instante
ao ouvir o som de cada passo
em direção a rotina insuportável
que a vida ritmada conduz
e mecaniza os atos, fere
como um punhal que atravessa o peito
no entanto...
escrevo o poema para meu sonho
quando vejo tão real
a circunstância pela qual escrevo
e a realidade é tão clara
e produz uma vertigem
mas os olhos cegos ainda não sabem filtrar
toda imagem que fica retida
no abismo interior já mecanizado
tudo isso é a minha loucura
e me obriga a aceitar
somente o que se vê e é palpável
opondo-se a uma absoluta idéia
de que tudo é amplitude
a amplitude de tudo parece incognoscível
pois ainda escrevo um poema para meu sonho
antes de dormir,
no meio de tudo, querendo apenas acordar...
Ederson Rocha
As flores
as rosas são simplesmente belas
mas nocivas
com seus espinhos
jogam seu perfume ao vento
revela toda sua beleza ao desabrochar
belas são as rosas
e tristes são as rosas
quando ao cair das pétalas e murchar
mas linda são as rosas
tão belas que encanta!
são inspirações
fontes de beleza que ferem com seus espinhos
fazendo um homem perder a razão
e entregar a vida por sua beleza
assim são as rosas mais perfeitas
as flores mais reais
criadas à imagem e semelhança de toda mulher
fazendo-a por si só
a mais bela contemplação de um poeta!
Flor de Lótus;
a alquimia do amor
transmutação mística do verdadeiro amor...
Rosa Vermelha!
demasia íntegra da libido humana
à arder na alma
a paixão...
Margaridas...
flor de beleza branca pura e inocente
no meu poema das flores
és tu meu sol poente
intuição profunda de uma realidade
se faz bela de tempos em tempos
a cada primavera
revela e manifesta
no curso das estações
o hermético e profundo amor.
Ederson Rocha
mas nocivas
com seus espinhos
jogam seu perfume ao vento
revela toda sua beleza ao desabrochar
belas são as rosas
e tristes são as rosas
quando ao cair das pétalas e murchar
mas linda são as rosas
tão belas que encanta!
são inspirações
fontes de beleza que ferem com seus espinhos
fazendo um homem perder a razão
e entregar a vida por sua beleza
assim são as rosas mais perfeitas
as flores mais reais
criadas à imagem e semelhança de toda mulher
fazendo-a por si só
a mais bela contemplação de um poeta!
Flor de Lótus;
a alquimia do amor
transmutação mística do verdadeiro amor...
Rosa Vermelha!
demasia íntegra da libido humana
à arder na alma
a paixão...
Margaridas...
flor de beleza branca pura e inocente
no meu poema das flores
és tu meu sol poente
intuição profunda de uma realidade
se faz bela de tempos em tempos
a cada primavera
revela e manifesta
no curso das estações
o hermético e profundo amor.
Ederson Rocha
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
O CURSO DAS HORAS
Para o poeta Edson Bueno de Camargo
meu lirismo
dissipou o curso das horas
e meus sonhos navegantes
foram de encontro ao mar
os horizontes sutis
que estão em meus pensamentos
tornaram-se estribilho
dos poemas que nunca fiz
descolorindo a tinta da pintura
quebrando vasos de porcelana
perdendo-se no curso das horas
horas inteiras!
e os poemas me perturbam
suplicando por serem escritos
me consumindo...
a nitidez de meus pensamentos
com exatidão
é algo que não verei no papel
com meu olhar interior
poemas eternos que não tem fim
ora tristes, as vezes alegres
contemplam-me em vida e essência
tão nítidos
mas se perdem no curso das horas
escondendo minha realidade
a estampa viva do que sinto e sou...
MÓRBIDA ESCULTURA
o que me interessa
é o interior
desta escultura que agora
tão mórbida, no caos se vai
na precedência do curso dos séculos
e permanece estável em movimentos giratórios
de rotação e translação
o que me interessa está dentro
o que se vê do lado de fora
não serve pra vida, não agrada
me entristece em saber
que um dia foi mais bela
com verdejantes bosques
e a essência da vida na sua maneira simples
apesar de surgir do caos
e da forma abstrata...
ainda existem mistérios não revelados
possibilidade que transcende o tempo
há talvez flores silvestres
neste lado oculto que desconheço
mas ainda há um espaço vago nos pensamentos..
é preciso transcender o que está fora
para que possa surgir o que está dentro.
Ederson Rocha
é o interior
desta escultura que agora
tão mórbida, no caos se vai
na precedência do curso dos séculos
e permanece estável em movimentos giratórios
de rotação e translação
o que me interessa está dentro
o que se vê do lado de fora
não serve pra vida, não agrada
me entristece em saber
que um dia foi mais bela
com verdejantes bosques
e a essência da vida na sua maneira simples
apesar de surgir do caos
e da forma abstrata...
ainda existem mistérios não revelados
possibilidade que transcende o tempo
há talvez flores silvestres
neste lado oculto que desconheço
mas ainda há um espaço vago nos pensamentos..
é preciso transcender o que está fora
para que possa surgir o que está dentro.
Ederson Rocha
ETERNO MOVIMENTO
tudo se eleva ou cai
tudo oscila
tudo está em movimento
o movimento dos ventos
o movimento das marés
nada é estático
tudo se movimenta
até mesmo um pensamento
até mesmo um ideal
nunca fica no mesmo lugar
tudo isso constitui
as engrenagens que movimenta a humana máquina
no pequeno instante da vida
o eterno movimento é silêncio
e o silêncio a ilusão mais real
neste horizonte sem fim
Ederson Rocha
tudo oscila
tudo está em movimento
o movimento dos ventos
o movimento das marés
nada é estático
tudo se movimenta
até mesmo um pensamento
até mesmo um ideal
nunca fica no mesmo lugar
tudo isso constitui
as engrenagens que movimenta a humana máquina
no pequeno instante da vida
o eterno movimento é silêncio
e o silêncio a ilusão mais real
neste horizonte sem fim
Ederson Rocha
CHUVA...
a chuva lá fora cai
e no meu coração eu sinto
que a vida ainda existe
(por que ela não só existe com o que está fora)
quando a natureza se revela...
lá fora a chuva cai
e o silêncio da noite
vem demonstrar o som das coisas dispersas
dos sonhos perdidos
no céu encoberto
do meu silêncio
e eu não o alcanço!
não tenho o sol
tenho a chuva no meu silêncio
que se renova
num dia de chuva lá fora...
busco a plenitude da alma
e ao ver o que apenas sinto
tão logo se faz
um misto de alegria e tristeza
de ganho e perda
caminhos incertos
nos vestígios do passado,
uma idéia presente revela esperança
mas busco o silêncio
a voz que não se houve
no vago sentido vazio...
lá fora
pingos d’água
e no fundo de meu ser
sonhos e frases reticentes
pensamentos a pintar na alma
o que de humano já não seria
mas o silêncio que busco
se faz apenas de fragmentos
da minha incerta idéia de viver.
Ederson Rocha
e no meu coração eu sinto
que a vida ainda existe
(por que ela não só existe com o que está fora)
quando a natureza se revela...
lá fora a chuva cai
e o silêncio da noite
vem demonstrar o som das coisas dispersas
dos sonhos perdidos
no céu encoberto
do meu silêncio
e eu não o alcanço!
não tenho o sol
tenho a chuva no meu silêncio
que se renova
num dia de chuva lá fora...
busco a plenitude da alma
e ao ver o que apenas sinto
tão logo se faz
um misto de alegria e tristeza
de ganho e perda
caminhos incertos
nos vestígios do passado,
uma idéia presente revela esperança
mas busco o silêncio
a voz que não se houve
no vago sentido vazio...
lá fora
pingos d’água
e no fundo de meu ser
sonhos e frases reticentes
pensamentos a pintar na alma
o que de humano já não seria
mas o silêncio que busco
se faz apenas de fragmentos
da minha incerta idéia de viver.
Ederson Rocha
BEATRIZ
A poesia nasce
cresce e se manifesta
ah, se teus olhos falassem
se tua essência se expressasse
e se o mundo fosse mais colorido...
Deita sobre o meu peito solitário
derrama tua natureza ao redor
aproveita tua infância sublime
pois eu como pai me aqueço com teu amor.
Fonte pura de inocência,
sou eu tua fortaleza?
Sou acaso teu herói?
Sou apenas quem se deslumbra
no arco-íris colorido do teu mundo,
não me culpo de sua existência
neste mundo cinza mar de erros
tu és flor que renova meu jardim
é estrela que de tempos em tempos
me renova e me conquista!
Deita sobre o meu peito solitário
e horizontes de felicidade irei te apontar
contemplando o cenário da existência
a viver minha posição de pai,
és o próprio amor
que me renova e me inspira
a ver a ternura em teus olhos resplandecer...
Infelizmente o mundo que te espera é tão cinza
e vai descolorir aos poucos este brilho inocente,
mas que tenha com você
um pouco da semente que há em mim
e procure transformar
tudo que há de real em teu coração
pois esta é a estrela que sempre brilha
e num breve suspiro...
Mantém a vida em seu curso.
Ederson Rocha
cresce e se manifesta
ah, se teus olhos falassem
se tua essência se expressasse
e se o mundo fosse mais colorido...
Deita sobre o meu peito solitário
derrama tua natureza ao redor
aproveita tua infância sublime
pois eu como pai me aqueço com teu amor.
Fonte pura de inocência,
sou eu tua fortaleza?
Sou acaso teu herói?
Sou apenas quem se deslumbra
no arco-íris colorido do teu mundo,
não me culpo de sua existência
neste mundo cinza mar de erros
tu és flor que renova meu jardim
é estrela que de tempos em tempos
me renova e me conquista!
Deita sobre o meu peito solitário
e horizontes de felicidade irei te apontar
contemplando o cenário da existência
a viver minha posição de pai,
és o próprio amor
que me renova e me inspira
a ver a ternura em teus olhos resplandecer...
Infelizmente o mundo que te espera é tão cinza
e vai descolorir aos poucos este brilho inocente,
mas que tenha com você
um pouco da semente que há em mim
e procure transformar
tudo que há de real em teu coração
pois esta é a estrela que sempre brilha
e num breve suspiro...
Mantém a vida em seu curso.
Ederson Rocha
ARCADISMO
na necessidade de algo
vívido e manifesto
escrevo versos
semelhante arcadismo
escrevo versos pela chuva
pelo sol que se põe
e hoje tão forte
escrevo numa tarde de sol
tarde em que há vida
crianças correndo na rua
talvez atrás de um sorveteiro
e na falta de um sorvete
escrevo um poema
buscando aliviar-me do calor
vai entender poesia
é tudo sem pé nem cabeça
Ederson Rocha
vívido e manifesto
escrevo versos
semelhante arcadismo
escrevo versos pela chuva
pelo sol que se põe
e hoje tão forte
escrevo numa tarde de sol
tarde em que há vida
crianças correndo na rua
talvez atrás de um sorveteiro
e na falta de um sorvete
escrevo um poema
buscando aliviar-me do calor
vai entender poesia
é tudo sem pé nem cabeça
Ederson Rocha
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