sexta-feira, 22 de junho de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
A epiderme
Aceitar a epiderme
ter como base
este olhar...
Onde está
o palpável?
o palpável?
O que aceita
mas não vê
do que diz
e somente aceita
Mas
quê sente ou pensa?
Céu negro de esferas cintilantes,
ou será pontiagudas?
Será acaso horizonte
ou ilusão dos olhos
que só um planeta há
e a vida,
um eterno sentimento
pulsante...
Mas sob este olhar
somente a epiderme
será que se pode tudo
evidenciar?
O Âmago
o sabor das idéias
sintetizam o gosto
das palavras
(as vezes amargas)
(as vezes amargas)
murmúrio
de contemplar um poema
sussurro
na calada da noite
pergunto-me
será que tem gosto
as palavras,
será que a vida é açoite
mas aquele pensamento foi
embora...
embora na noite
perdido na madrugada
lá se foi o poema
e não escrevi
nada.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Aspiração e renúncia
Tantas vezes
sentir o vento soprar
e ver a
intensidade de afeto
que a presença de uma pessoa agradável
pode provocar
Quando criança
admirava a natureza
aceitando-a
com simples certeza de um olhar...
Beleza é o que guardamos no fundo,
verdade
experiência diretas das coisas
que a vida
prática
insiste em desviar de nossos olhos
sobre tudo que nos cerca...
que com afeto pronunciamos
jamais será apenas
massa física
controlada por instintos, desejos, vontades,
corpo quando desgastado
emerge em sono profundo
luz que se apaga
semente que futuramente nascerá...
E inquietudes sufocadas
possam surgir com mais intensidade
incredulidades possam ser descartadas
certeza de que a vida não é um deslize
é a idéia de liberdade autêntica
ser compreendida
na beleza de um sorriso
quando uma criança sente alegria
fragmento de felicidade
amplitude...
Iniciação
para o amigo Chico Tânio
Ânsia fortuita de sentimento
Profundo lamento de alma
Que a ti pareça um só
fingimento,
Trazer o coração na palma.
Dores poéticas dos prantos
Lágrimas de sangue e canção
Aspirantes que se retiram a
um canto
Buscando na vida alguma razão
Se lhe apraz é um só
sentimento
De lamento não digo que seria
Mas veja o mundo é sangrento
Que não dá nenhuma alegria
O homem se embrenha num lodo
Sem ser em si alarmante
Apodrece e sem êxito
Ainda se crê triunfante
Seria sob este olhar um
lamento tolo
Ir contra alguma
transformação
Mas esta nos envolve de todo
Numa melodia sem canção
Sendo o amor terra que
ninguém lavra
Consolo do vazio e solidão
É dor perdida na palavra
A luta de tal superação...
Existência
Tardes
Estrela de noites árabes a brilhar
que surgem na
existência
as vezes frias,
cheias de silêncio
e recorrência ancestrais...
Do que é feito o tempo e o
acaso?
Se traduz em silêncio...
Um grão de esperança
espera a semente nascer
de olhar mais humano
a enxergar isso tudo...
Sol e Lua em contraste
já não se vê tão real aquela
palavra poética
que transcendeu o curso dos
tempos...
Estrela de noites árabes a brilhar
e recordar a beleza da vida
em um mundo arcaico
desprovido de ciências
mas abundante de sentimentos...
Fugiu,
perdeu-se
nas mil e uma noite dos
tempos...
CANÇÃO DE PRIMAVERA
Vivo uma canção de primavera
E ouço através do vento,
Vem a ser o que sinto no
peito
Com a idéia de que um dia irá
embora...
Mas como vai embora?
Se as flores é que nos fazem
sorrir
E mesmo com pétalas caídas no
chão,
Simplesmente vem a completar
o cenário da vida!
( E as flores que
desabrocham no outono
fez a vida cristalizar-se em
mim como um bosque...)
Às vezes, em alguns momentos,
Só as margaridas que
contemplo
Preenchem meu coração com a
idéia,
De que até nos momentos
tristes
A vida vale a pena...
Ederson Rocha
quinta-feira, 14 de julho de 2011
E o vento leva
“O teu silêncio é uma nau com todas as velas pandas...”
Fernando Pessoa
Vejo tão claro este silêncio
vaga nuvem de incerteza
na busca de um sentir imenso
se revela obscuro, sem beleza
Como areia da praia
que sempre muda sua rotina
minha existência também me vaia
umedece-me a retina
Entoa o canto agudo
o vento da madrugada
no entanto, me vejo mudo
na alma vazia... Nada!
Meus olhos miram horizontes
nessa situação desesperada
e a esperança jorra por uma fonte
que se perde na beira da estrada
Sobre ópios de ilusão
é minha ânfora que se parte
e me vem esta questão...
esperança, de quê me vale a arte!
Quão breve é a vida
e o que queres de mim?
Apenas vejo a estrada percorrida
e não há rosas no meu jardim...
As vagas teorias estruturaram sedimentos
de pensamentos e ideais
que tão certo desfez o vento
em seus fortes vendavais
Trazendo tempestades de lamentos
que se perdem nos tristes ais,
De teorias, -frágil rudimento
Na inquietude, - nau à procura de um cais...
Fernando Pessoa
Vejo tão claro este silêncio
vaga nuvem de incerteza
na busca de um sentir imenso
se revela obscuro, sem beleza
Como areia da praia
que sempre muda sua rotina
minha existência também me vaia
umedece-me a retina
Entoa o canto agudo
o vento da madrugada
no entanto, me vejo mudo
na alma vazia... Nada!
Meus olhos miram horizontes
nessa situação desesperada
e a esperança jorra por uma fonte
que se perde na beira da estrada
Sobre ópios de ilusão
é minha ânfora que se parte
e me vem esta questão...
esperança, de quê me vale a arte!
Quão breve é a vida
e o que queres de mim?
Apenas vejo a estrada percorrida
e não há rosas no meu jardim...
As vagas teorias estruturaram sedimentos
de pensamentos e ideais
que tão certo desfez o vento
em seus fortes vendavais
Trazendo tempestades de lamentos
que se perdem nos tristes ais,
De teorias, -frágil rudimento
Na inquietude, - nau à procura de um cais...
domingo, 22 de maio de 2011
Transeunte
existe um grande abismo
vertigem de ir além
se me vê narciso
me equilibro
em cada passo
firme acaso
meu riso feito aço
compartilho com quem
me convém
na parede da inércia
há uma controvérsia
e a vida em si surpreende
cada instante
um passo gigante
distante da estante
vida é livro aberto
imprevisível acaso
caminho pro infinito
vertigem de ir além
se me vê narciso
me equilibro
em cada passo
firme acaso
meu riso feito aço
compartilho com quem
me convém
na parede da inércia
há uma controvérsia
e a vida em si surpreende
cada instante
um passo gigante
distante da estante
vida é livro aberto
imprevisível acaso
caminho pro infinito
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Lucidez clara
I
busco ver
de onde escrevo
e não há lucidez...
há uma voz que persegue
um lago distante
frio de águas escuras
intocadas
imaginar metáforas
perco-me
(atento)
a olhar dentro
distância de tudo
um passo firme,
tão silencioso
revela uma senda...
II
“Há metafísica bastante pensar em nada”
e a verdade
revelada
àqueles que na crua realidade experimentam-na
mas será que há harmonia
no fato de ser e estar
com a própria existência?
o grande dilema
o indagar a si mesmo
basta...
o silêncio é o pó da estrada
que na morada entrou
entre movimentos incoerentes
que acontecem fora,
e ainda não se leva em conta
esterilidade de um sentimento íntegro!
um lugar onde a vida não dá frutos
a clamar por alguma certeza, um grão
grão de pequenas certezas
meias verdades
das meias verdades as toma como “verdades absolutas”
o coração há muito está frio...
céu imenso
única certeza palpável
de que tudo é infinito.
busco ver
de onde escrevo
e não há lucidez...
há uma voz que persegue
um lago distante
frio de águas escuras
intocadas
imaginar metáforas
perco-me
(atento)
a olhar dentro
distância de tudo
um passo firme,
tão silencioso
revela uma senda...
II
“Há metafísica bastante pensar em nada”
e a verdade
revelada
àqueles que na crua realidade experimentam-na
mas será que há harmonia
no fato de ser e estar
com a própria existência?
o grande dilema
o indagar a si mesmo
basta...
o silêncio é o pó da estrada
que na morada entrou
entre movimentos incoerentes
que acontecem fora,
e ainda não se leva em conta
esterilidade de um sentimento íntegro!
um lugar onde a vida não dá frutos
a clamar por alguma certeza, um grão
grão de pequenas certezas
meias verdades
das meias verdades as toma como “verdades absolutas”
o coração há muito está frio...
céu imenso
única certeza palpável
de que tudo é infinito.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Sentimento do mundo
Pudesse
falar de amores
da vida
ou uma razão qualquer
que venha a dar sentido
um impulso, um grito
o movimento que faz a vida surgir...
Pudesse
compor poemas
rimas de flores
contemplações, enfim
não caberia palavra
sem saber
qual a sina
que se esgrima
entre o sentir e o não sentir...
Se houver apenas
contemplações
na realidade
fica somente este olhar
desprezando valores
de rimas e flores
faz que o sentimento no mundo
aos poucos
deixe de existir...
falar de amores
da vida
ou uma razão qualquer
que venha a dar sentido
um impulso, um grito
o movimento que faz a vida surgir...
Pudesse
compor poemas
rimas de flores
contemplações, enfim
não caberia palavra
sem saber
qual a sina
que se esgrima
entre o sentir e o não sentir...
Se houver apenas
contemplações
na realidade
fica somente este olhar
desprezando valores
de rimas e flores
faz que o sentimento no mundo
aos poucos
deixe de existir...
domingo, 29 de agosto de 2010
Uma rotina
Um horizonte a brilhar
Num belo dia de sol
E a mente longe a vagar
Admirando este arrebol
Luzes multicores
A refletir minha alma
Que reflete suas dores
E numa meditação se acalma
O vento jorra meu peito
De encontro ao futuro
Direcionando-me sem jeito
A esse caminho inseguro
Meus pensamentos e idéias
Transcendem a trajetória da recordação
De minhas tristes epopéias
As frustrantes de meu coração
E nesta luta por não viver de ilusão
A vida flameja um sentimento
Sonhos, pensamentos e ao coração
Apenas um caminho pelo vento...
Num belo dia de sol
E a mente longe a vagar
Admirando este arrebol
Luzes multicores
A refletir minha alma
Que reflete suas dores
E numa meditação se acalma
O vento jorra meu peito
De encontro ao futuro
Direcionando-me sem jeito
A esse caminho inseguro
Meus pensamentos e idéias
Transcendem a trajetória da recordação
De minhas tristes epopéias
As frustrantes de meu coração
E nesta luta por não viver de ilusão
A vida flameja um sentimento
Sonhos, pensamentos e ao coração
Apenas um caminho pelo vento...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Uma breve filosofia
intuição é como radar natural
faz-nos perceber
quando apenas aceitamos coisas
aceitar
fenômeno que se leva dentro
distanciando da experiência direta das coisas
“Ir alem de caráter intelectual!”
e a intuição nos permite ser autênticos
captar coisas verdadeiras
vivenciar
sem a necessidade de aceitar ou justificar nada
abrir olhos ante torvelinhos teóricos
que insistem em prevalecer
pois apenas giram e giram...
faz-nos perceber
quando apenas aceitamos coisas
aceitar
fenômeno que se leva dentro
distanciando da experiência direta das coisas
“Ir alem de caráter intelectual!”
e a intuição nos permite ser autênticos
captar coisas verdadeiras
vivenciar
sem a necessidade de aceitar ou justificar nada
abrir olhos ante torvelinhos teóricos
que insistem em prevalecer
pois apenas giram e giram...
Verde

preso a garganta
o grito mudo de palavras ao vento
na mesma direção
da caneta sobre o papel
a visão é de flores
que nunca tiveram raízes
por estar em canteiros
a beira da estrada
admirando paisagens
e nunca existir
que pena das flores,
não conhecer a realidade
do sol que vivifica, alimenta a seiva
clorofila,
e o verde da verdade desaparece a cada instante...
O silêncio de todas as manhãs
ter consciência
silêncio de todas as manhãs
há uma verdade repercutindo
escondida no tempo
no espaço
no cotidiano
e todas as manhãs se vão
ela se espreita
esconde pelos cantos
há o momento
o instante
o indefinido
há uma mescla
tendo consigo
o silêncio de todas as manhãs
“O silêncio, segredo da eloqüência”
presente instante
auto-revelação
tudo parece estar de acordo
e no decorrer da noite espessa
um novo dia para eterna novidade
uma luta
repugnância
e corações estéreis
só coisas que vão
noites que acontecem
esfumaçam
exprime um outro universo
um lado etéreo
abstrato ao olhar comum
de um novo dia que irá chegar...
silêncio de todas as manhãs
há uma verdade repercutindo
escondida no tempo
no espaço
no cotidiano
e todas as manhãs se vão
ela se espreita
esconde pelos cantos
há o momento
o instante
o indefinido
há uma mescla
tendo consigo
o silêncio de todas as manhãs
“O silêncio, segredo da eloqüência”
presente instante
auto-revelação
tudo parece estar de acordo
e no decorrer da noite espessa
um novo dia para eterna novidade
uma luta
repugnância
e corações estéreis
só coisas que vão
noites que acontecem
esfumaçam
exprime um outro universo
um lado etéreo
abstrato ao olhar comum
de um novo dia que irá chegar...
Poema surdo
colher um pensamento
no ar
de forma intuitiva
pensar
não dizer
afinal
o que dizer da metafísica
que as pessoas insistem ignorar?
ouvir intuitivamente está muito além
do que os olhos permitem ver
com a ânsia de ouvir
seria como ver o sublime diante da palma
sobre a epiderme, os pensamentos
a fonte serena e calma
química de cada átomo
mas se no umbigo do poeta
há um sentimento ambíguo
a poesia nada diz
até por que os olhos
os olhos insistem em ver
com a ânsia de ouvir
no ar
de forma intuitiva
pensar
não dizer
afinal
o que dizer da metafísica
que as pessoas insistem ignorar?
ouvir intuitivamente está muito além
do que os olhos permitem ver
com a ânsia de ouvir
seria como ver o sublime diante da palma
sobre a epiderme, os pensamentos
a fonte serena e calma
química de cada átomo
mas se no umbigo do poeta
há um sentimento ambíguo
a poesia nada diz
até por que os olhos
os olhos insistem em ver
com a ânsia de ouvir
domingo, 4 de julho de 2010
Antropofagia
e se parar pra pensar
dizer é questão de sentir
vida passa
é ritmia
pandemia
do ir e vir
apenas queria
ficar estático
observando
este devir
dogmático
que devora o sentir
para muito além
o artista-poeta
com suor lapida vida
para não se mentir
Ederson Rocha
dizer é questão de sentir
vida passa
é ritmia
pandemia
do ir e vir
apenas queria
ficar estático
observando
este devir
dogmático
que devora o sentir
para muito além
o artista-poeta
com suor lapida vida
para não se mentir
Ederson Rocha
sábado, 27 de março de 2010
Fenda no tempo
Vejo o Outono surgir em janeiro
Tantas primaveras
De eras que eram tempo de afirmação
O ar de hoje em dia
Exala um cheiro estranho...
Tanta vida
Embutida dentro da vida
De asa partida
Não pode voar
Mas o tempo
Ainda é tempo de ida...
E essa tarde estranha
Guarda uma fenda
Que se possa enxergar
A entranha da tarde
Enigma do tempo
Maior que a contemplação
Ou o lamento,
Inquietação
Que com a brisa da tarde
Traz um silfo no ouvido
Aquela palavra perdida
Na noite dos séculos
Que se tenta em vão encontrar.
Ederson Rocha
Tantas primaveras
De eras que eram tempo de afirmação
O ar de hoje em dia
Exala um cheiro estranho...
Tanta vida
Embutida dentro da vida
De asa partida
Não pode voar
Mas o tempo
Ainda é tempo de ida...
E essa tarde estranha
Guarda uma fenda
Que se possa enxergar
A entranha da tarde
Enigma do tempo
Maior que a contemplação
Ou o lamento,
Inquietação
Que com a brisa da tarde
Traz um silfo no ouvido
Aquela palavra perdida
Na noite dos séculos
Que se tenta em vão encontrar.
Ederson Rocha
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Do meu interior...
a poesia grita
quer existir no papel
sair dos pensamentos ambíguos
surto poético
as vezes sussurro
o feio que se faz de bonito
ausência, o momento
como se fosse um olhar dentro
intensidade das horas que passam
amor que deságua
sublime que vem e vai embora
tal como realmente ser
alguma coisa que vem e vai
sem dizer pra onde...
apenas um fragmento no papel.
Ederson Rocha
quer existir no papel
sair dos pensamentos ambíguos
surto poético
as vezes sussurro
o feio que se faz de bonito
ausência, o momento
como se fosse um olhar dentro
intensidade das horas que passam
amor que deságua
sublime que vem e vai embora
tal como realmente ser
alguma coisa que vem e vai
sem dizer pra onde...
apenas um fragmento no papel.
Ederson Rocha
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Da nova Arte
aqueles que esperam
surgir a arte de peso
que abale as estruturas do que já existe
deve primeiramente compreender a simplicidade
pois ela surgirá
simples e autêntica
sem rebuscamentos
e passará despercebida
ante os abalos sísmicos
dos hermetismos, figuras de linguagem
sintaxes, aliterações
que a criptografam
e tratam com desdém
a necessidade humana do poeta
ao expressar os sentimentos
que surgem radiantes
na beleza da aurora
ou num pasmo de inquietude de qualquer manhã...
Ederson Rocha
surgir a arte de peso
que abale as estruturas do que já existe
deve primeiramente compreender a simplicidade
pois ela surgirá
simples e autêntica
sem rebuscamentos
e passará despercebida
ante os abalos sísmicos
dos hermetismos, figuras de linguagem
sintaxes, aliterações
que a criptografam
e tratam com desdém
a necessidade humana do poeta
ao expressar os sentimentos
que surgem radiantes
na beleza da aurora
ou num pasmo de inquietude de qualquer manhã...
Ederson Rocha
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Condição
nenhum esforço
vem da vontade
de pegar pelo dorso
esta situação
a vida segue
a ferro e fogo
ninguém se entrega
nem une as mãos
sol
gira
sol
põe em movimento
este arrebol...
Andarilho da noite
caminha...
o vento range portões
um sentimento de alma
pensando sentindo
sentindo pensando
pessoas assistem TV
luzes se apagam
e o andarilho
buscando consciência de mundo
num novo dia que surgirá
distante de um céu estrelado
sem afago do universo
nesta noite
soturno,
o andarilho
busca teu silêncio
um silêncio vazio de alma
qualquer metafísica
dada a cruel situação humana
contra o supérfluo da existência
no seu ridículo pensamento
de lua
estrela e universo
domingo, 27 de dezembro de 2009
O rapaz sentado na escada...
lê um livro de poemas
e ninguém o percebe
está em seu horário de almoço
e toda atenção do rapaz
a ler o livro no trabalho
há um quê de ousadia
pois as pessoas o julgam conhecedor de algo
mas a poesia não pragmatiza as coisas
flui como as águas de um rio
e sem pretexto
nem objetivo
sabe exatamente aonde quer chegar
nada sabe
nem sequer sabe que não sabe
sente
inocente
displicentemente
lê
no ambiente em derredor
pessoas lêem apostilas de concursos públicos
livros de auto-ajuda
e não se ajudam
na disputa que criaram pelo lugar ao sol
olham com desdém o rapaz
lendo um livro, distraído
no sincero devaneio da contemplação
sem dar conta do horário de almoço já acabar
vendo o sublime cristalizar...
e ninguém o percebe
está em seu horário de almoço
e toda atenção do rapaz
a ler o livro no trabalho
há um quê de ousadia
pois as pessoas o julgam conhecedor de algo
mas a poesia não pragmatiza as coisas
flui como as águas de um rio
e sem pretexto
nem objetivo
sabe exatamente aonde quer chegar
nada sabe
nem sequer sabe que não sabe
sente
inocente
displicentemente
lê
no ambiente em derredor
pessoas lêem apostilas de concursos públicos
livros de auto-ajuda
e não se ajudam
na disputa que criaram pelo lugar ao sol
olham com desdém o rapaz
lendo um livro, distraído
no sincero devaneio da contemplação
sem dar conta do horário de almoço já acabar
vendo o sublime cristalizar...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Atemporal
A vida
é silêncio que nos afaga
o tempo
ilusão que nos traga
e o destino
que será que nos reserva?
O curso das horas
é instante que se dispersa
As horas
procuro tragá-la, retê-la
a vida passa
num eterno carrossel
e nos enlaça
como nuvens no céu
que também passa
─ véu sem asas ─
é silêncio que nos afaga
o tempo
ilusão que nos traga
e o destino
que será que nos reserva?
O curso das horas
é instante que se dispersa
As horas
procuro tragá-la, retê-la
a vida passa
num eterno carrossel
e nos enlaça
como nuvens no céu
que também passa
─ véu sem asas ─
Inquietudes
I
Crianças correm nas ruas
e a vida consiste
somente em existir...
Ao contrário
medito o sol
e calculo sua distância...
II
Supra-consciência
nem de longe é
pseudo-sapiência
Ter comigo
tê-la, consigo
à margem do abismo
beirando ilusões...
Seria como pisar em ovos,
caminhar em cacos de vidro...
III
Ao surgir
do acaso a existência
foram deslizes da natureza
os sentimentos,instintos, os anseios?
Ou seria tão espontâneo como o vento
que pelo mundo gira
estáveis
como os movimentos das marés
Apenas sublime raiar
da primeira aurora
fôlego de criatura humana surgiu,
um pensamento escapou em um suspiro...
Ederson Rocha
Crianças correm nas ruas
e a vida consiste
somente em existir...
Ao contrário
medito o sol
e calculo sua distância...
II
Supra-consciência
nem de longe é
pseudo-sapiência
Ter comigo
tê-la, consigo
à margem do abismo
beirando ilusões...
Seria como pisar em ovos,
caminhar em cacos de vidro...
III
Ao surgir
do acaso a existência
foram deslizes da natureza
os sentimentos,instintos, os anseios?
Ou seria tão espontâneo como o vento
que pelo mundo gira
estáveis
como os movimentos das marés
Apenas sublime raiar
da primeira aurora
fôlego de criatura humana surgiu,
um pensamento escapou em um suspiro...
Ederson Rocha
MUDO GRITO
sufocado
dentro
estrondo psico-inerte
um eco
ânsias perdidas
inquietudes acorrentadas
em momentos que se foram
horizontes ao meio
meio fio d’ alma
caminhos desertos
sem pegadas no chão.
dentro
estrondo psico-inerte
um eco
ânsias perdidas
inquietudes acorrentadas
em momentos que se foram
horizontes ao meio
meio fio d’ alma
caminhos desertos
sem pegadas no chão.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Luz
embriago-me de poesia
e um não-sei-oque inebriante
traz na alma
no peito e o coração todo
instantes de vida ao redor
a ausência das flores parece uma rotina
mas o peito ainda suspira
e o amor é uma esperança
feliz de mim!
parece que as vezes
sei o que é amor
cenas de infância perdida no tempo
ao redor
acontecem com entusiasmo
colorindo um vazio na alma
é só uma luz a meio fio,
enquanto a vida realmente acontece...
Ederson Rocha
e um não-sei-oque inebriante
traz na alma
no peito e o coração todo
instantes de vida ao redor
a ausência das flores parece uma rotina
mas o peito ainda suspira
e o amor é uma esperança
feliz de mim!
parece que as vezes
sei o que é amor
cenas de infância perdida no tempo
ao redor
acontecem com entusiasmo
colorindo um vazio na alma
é só uma luz a meio fio,
enquanto a vida realmente acontece...
Ederson Rocha
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Recorrência
se fossem só pensamentos
indicando a amplitude do ser
se fosse o ópio apenas
o que esconde a lucidez
e na surdina do cansaço
o peso da existência
acaso há flores no recôndito da alma?
o que enfim é a alma
que tanto fascina
no fundo de tudo
se torna algo que ninguém sabe...
talvez seja o Sol
brilhando ao contrário
num crepúsculo que atormenta
ver tudo sem sentido
a vida, o caos
ainda há tenha esperança
para alguns, do mundo o que se alegrar
sem questionar
inquirir
a única trajetória que resta neste horizonte
se fossem só pensamentos
ou um inútil poema
mas todo universo conspira
e a verdade permanece obscura...
indicando a amplitude do ser
se fosse o ópio apenas
o que esconde a lucidez
e na surdina do cansaço
o peso da existência
acaso há flores no recôndito da alma?
o que enfim é a alma
que tanto fascina
no fundo de tudo
se torna algo que ninguém sabe...
talvez seja o Sol
brilhando ao contrário
num crepúsculo que atormenta
ver tudo sem sentido
a vida, o caos
ainda há tenha esperança
para alguns, do mundo o que se alegrar
sem questionar
inquirir
a única trajetória que resta neste horizonte
se fossem só pensamentos
ou um inútil poema
mas todo universo conspira
e a verdade permanece obscura...
Da compreensão precoce da vida...
O que vai tão cedo pra guerra
Pergunta-se no meio de tudo
Em quê vale os sonhos q ’ela enterra
Sempre preso em algo absoluto
Existência que transcende a circunstância,
Por que os valores se dissolvem?
Diluem-se em outras estâncias
E é quando os sonhos nascem
Mas são coisas tão absurdas
Revelar na vida os sentimentos humanos!
As pessoas anseiam, é grande a turba
Que não enxergam na vida o próprio engano...
Ederson Rocha
Pergunta-se no meio de tudo
Em quê vale os sonhos q ’ela enterra
Sempre preso em algo absoluto
Existência que transcende a circunstância,
Por que os valores se dissolvem?
Diluem-se em outras estâncias
E é quando os sonhos nascem
Mas são coisas tão absurdas
Revelar na vida os sentimentos humanos!
As pessoas anseiam, é grande a turba
Que não enxergam na vida o próprio engano...
Ederson Rocha
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Rotina
Quando termina a semana
Começa o dia
Longe do labor
Perto da cantoria
Quando a semana passa
Vai-se embora a agonia
Eu trabalho noite dia
E tenho um violão
Enquanto dura a semana
Não tem canção
Mas quando a semana acaba
É quando os dias começam...
Começa o dia
Longe do labor
Perto da cantoria
Quando a semana passa
Vai-se embora a agonia
Eu trabalho noite dia
E tenho um violão
Enquanto dura a semana
Não tem canção
Mas quando a semana acaba
É quando os dias começam...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Decadènce
Não vou para o abismo
No verso da poética ambígua
A ambigüidade é uma constante
Só não consome a alma
Que na profundidade dos olhos
Há de supor que já não existe
Evaporou-se
Querem levar-me para o abismo
Mas para o abismo não vou
A utopia cega meus olhos?
Não se preocupe
Deixa-me ser um sonhador
Em busca do algo mais
De tudo que cerca e existe
É a circunstancia que não me deixa triste
Por enxergar que assim se supera
Os valores já não existem
A utopia cega meus olhos
Incapaz de nem um palmo de canção
Sem rima ou prosa
Só utopia...
Caminha como sombra
Refrigera o coração
Mas para o abismo
Não vou.
Ederson Rocha
No verso da poética ambígua
A ambigüidade é uma constante
Só não consome a alma
Que na profundidade dos olhos
Há de supor que já não existe
Evaporou-se
Querem levar-me para o abismo
Mas para o abismo não vou
A utopia cega meus olhos?
Não se preocupe
Deixa-me ser um sonhador
Em busca do algo mais
De tudo que cerca e existe
É a circunstancia que não me deixa triste
Por enxergar que assim se supera
Os valores já não existem
A utopia cega meus olhos
Incapaz de nem um palmo de canção
Sem rima ou prosa
Só utopia...
Caminha como sombra
Refrigera o coração
Mas para o abismo
Não vou.
Ederson Rocha
sábado, 27 de dezembro de 2008
Desalento da manhã
Nasce uma nova aurora
uma manhã que ilumina
a húmus deste planeta
de coisas que acontecem
Sinto que está comigo
a ausência de algo
um vazio que transborda
e eu me retiro...
Para quê opinar?
A decadência derradeira do mundo
é circunstancial
assim como a aurora que nasce
Mas sinto a falta,
um sorriso de criança
algo tão bonito
como o brilho da aurora
que vem a completar a ausência
e da própria ausência
flores que murcham
gases lacrimogêneos
e sentimentos estéreis
ante a idéia inútil
de querer consertar...
Ederson Rocha
uma manhã que ilumina
a húmus deste planeta
de coisas que acontecem
Sinto que está comigo
a ausência de algo
um vazio que transborda
e eu me retiro...
Para quê opinar?
A decadência derradeira do mundo
é circunstancial
assim como a aurora que nasce
Mas sinto a falta,
um sorriso de criança
algo tão bonito
como o brilho da aurora
que vem a completar a ausência
e da própria ausência
flores que murcham
gases lacrimogêneos
e sentimentos estéreis
ante a idéia inútil
de querer consertar...
Ederson Rocha
sábado, 9 de agosto de 2008
Apologia ao Tempo
olhos à curva da estrada
a estrada na linha do tempo
e o tempo tão vago não diz nada
é apenas sonho ou contentamento
vejo as estrelas no céu e é negro
aqui a vida resfria como geleira
ao inverso, transmuta-se e é um segredo
já as estrelas , belas pela vida inteira
seriam eternas ao tempo distante,
ou qual distância teria o tempo
a velha história já é o bastante
e gira, gira como faz o próprio vento
saber das coisas é um mistério
o tempo passa e nada diz
pensar, saber é um critério
tal como o próprio tempo se faz um juiz
passa, e dura uma vida inteira!
Ederson Rocha
a estrada na linha do tempo
e o tempo tão vago não diz nada
é apenas sonho ou contentamento
vejo as estrelas no céu e é negro
aqui a vida resfria como geleira
ao inverso, transmuta-se e é um segredo
já as estrelas , belas pela vida inteira
seriam eternas ao tempo distante,
ou qual distância teria o tempo
a velha história já é o bastante
e gira, gira como faz o próprio vento
saber das coisas é um mistério
o tempo passa e nada diz
pensar, saber é um critério
tal como o próprio tempo se faz um juiz
passa, e dura uma vida inteira!
Ederson Rocha
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Semente
o amor
um fragmento
semente que germina
o sol, uma luz
a essência das coisas
sem os valores
os pudores que a ferro se impõe
mas nada se estrutura
tudo é a eterna liberdade
só quando germina a semente,
aflora o que no fundo temos de belo
e é tão rara
a essência de tudo
a semente de nada
que se perde no transcorrer do tempo.
Ederson Rocha
um fragmento
semente que germina
o sol, uma luz
a essência das coisas
sem os valores
os pudores que a ferro se impõe
mas nada se estrutura
tudo é a eterna liberdade
só quando germina a semente,
aflora o que no fundo temos de belo
e é tão rara
a essência de tudo
a semente de nada
que se perde no transcorrer do tempo.
Ederson Rocha
Ser...
não tenho nada
nem a necessidade de aceitar
que ter me fará feliz
nem a lembrança remota de não ter
enfatizo
quero ser!
a parte disso
uma leve brisa
entre a minha infância
e a idéia hermética
de que viver vale à pena...
Ederson Rocha
nem a necessidade de aceitar
que ter me fará feliz
nem a lembrança remota de não ter
enfatizo
quero ser!
a parte disso
uma leve brisa
entre a minha infância
e a idéia hermética
de que viver vale à pena...
Ederson Rocha
Não quero nada...
Não quero nada...
Já dizia Fernando Pessoa
também o afirmo
pois tudo o que em mim acontece
é a razão pela qual aqui estou.
Se escrevo versos
é por que sinto a necessidade
de um olhar de amplitude sobre as coisas que nos cercam
e a música,seria como lavar os olhos
e enxergar o que não vejo
com um sentimento distinto
com os olhos que também são meus
sentir o que eu não sinto
quando estou comigo...
Então também o afirmo
não quero nada!
Tudo o que faço
é a repercussão da ânsia que tenho
de ser integralmente humano.
Talvez isso por natureza seja...
Mas tudo o que sinto e penso
é apenas um surto de momento
instantes estes sem muita intensidade
em que me pergunto
o que realmente é a vida
e em que base se consiste para existir
de onde vem e pra onde vai
pois é imenso este universo de detalhes
e se escrevo em surto de momentos
é tão somente
por que um presente instante,constante
é o que na vida realmente busco viver...
Ederson Rocha
Já dizia Fernando Pessoa
também o afirmo
pois tudo o que em mim acontece
é a razão pela qual aqui estou.
Se escrevo versos
é por que sinto a necessidade
de um olhar de amplitude sobre as coisas que nos cercam
e a música,seria como lavar os olhos
e enxergar o que não vejo
com um sentimento distinto
com os olhos que também são meus
sentir o que eu não sinto
quando estou comigo...
Então também o afirmo
não quero nada!
Tudo o que faço
é a repercussão da ânsia que tenho
de ser integralmente humano.
Talvez isso por natureza seja...
Mas tudo o que sinto e penso
é apenas um surto de momento
instantes estes sem muita intensidade
em que me pergunto
o que realmente é a vida
e em que base se consiste para existir
de onde vem e pra onde vai
pois é imenso este universo de detalhes
e se escrevo em surto de momentos
é tão somente
por que um presente instante,constante
é o que na vida realmente busco viver...
Ederson Rocha
Despertar
escrevo um poema para meu sonho
ver a vida com essência
e toda beleza que se perde
no curso do tempo,
escrevo o poema
sobre o olhar de um susceptível cosmopolita
a vida atual é a circunstância
da imagem interior que se reflete
em nossos atos
a cada instante
ao ouvir o som de cada passo
em direção a rotina insuportável
que a vida ritmada conduz
e mecaniza os atos, fere
como um punhal que atravessa o peito
no entanto...
escrevo o poema para meu sonho
quando vejo tão real
a circunstância pela qual escrevo
e a realidade é tão clara
e produz uma vertigem
mas os olhos cegos ainda não sabem filtrar
toda imagem que fica retida
no abismo interior já mecanizado
tudo isso é a minha loucura
e me obriga a aceitar
somente o que se vê e é palpável
opondo-se a uma absoluta idéia
de que tudo é amplitude
a amplitude de tudo parece incognoscível
pois ainda escrevo um poema para meu sonho
antes de dormir,
no meio de tudo, querendo apenas acordar...
Ederson Rocha
ver a vida com essência
e toda beleza que se perde
no curso do tempo,
escrevo o poema
sobre o olhar de um susceptível cosmopolita
a vida atual é a circunstância
da imagem interior que se reflete
em nossos atos
a cada instante
ao ouvir o som de cada passo
em direção a rotina insuportável
que a vida ritmada conduz
e mecaniza os atos, fere
como um punhal que atravessa o peito
no entanto...
escrevo o poema para meu sonho
quando vejo tão real
a circunstância pela qual escrevo
e a realidade é tão clara
e produz uma vertigem
mas os olhos cegos ainda não sabem filtrar
toda imagem que fica retida
no abismo interior já mecanizado
tudo isso é a minha loucura
e me obriga a aceitar
somente o que se vê e é palpável
opondo-se a uma absoluta idéia
de que tudo é amplitude
a amplitude de tudo parece incognoscível
pois ainda escrevo um poema para meu sonho
antes de dormir,
no meio de tudo, querendo apenas acordar...
Ederson Rocha
As flores
as rosas são simplesmente belas
mas nocivas
com seus espinhos
jogam seu perfume ao vento
revela toda sua beleza ao desabrochar
belas são as rosas
e tristes são as rosas
quando ao cair das pétalas e murchar
mas linda são as rosas
tão belas que encanta!
são inspirações
fontes de beleza que ferem com seus espinhos
fazendo um homem perder a razão
e entregar a vida por sua beleza
assim são as rosas mais perfeitas
as flores mais reais
criadas à imagem e semelhança de toda mulher
fazendo-a por si só
a mais bela contemplação de um poeta!
Flor de Lótus;
a alquimia do amor
transmutação mística do verdadeiro amor...
Rosa Vermelha!
demasia íntegra da libido humana
à arder na alma
a paixão...
Margaridas...
flor de beleza branca pura e inocente
no meu poema das flores
és tu meu sol poente
intuição profunda de uma realidade
se faz bela de tempos em tempos
a cada primavera
revela e manifesta
no curso das estações
o hermético e profundo amor.
Ederson Rocha
mas nocivas
com seus espinhos
jogam seu perfume ao vento
revela toda sua beleza ao desabrochar
belas são as rosas
e tristes são as rosas
quando ao cair das pétalas e murchar
mas linda são as rosas
tão belas que encanta!
são inspirações
fontes de beleza que ferem com seus espinhos
fazendo um homem perder a razão
e entregar a vida por sua beleza
assim são as rosas mais perfeitas
as flores mais reais
criadas à imagem e semelhança de toda mulher
fazendo-a por si só
a mais bela contemplação de um poeta!
Flor de Lótus;
a alquimia do amor
transmutação mística do verdadeiro amor...
Rosa Vermelha!
demasia íntegra da libido humana
à arder na alma
a paixão...
Margaridas...
flor de beleza branca pura e inocente
no meu poema das flores
és tu meu sol poente
intuição profunda de uma realidade
se faz bela de tempos em tempos
a cada primavera
revela e manifesta
no curso das estações
o hermético e profundo amor.
Ederson Rocha
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
O CURSO DAS HORAS
Para o poeta Edson Bueno de Camargo
meu lirismo
dissipou o curso das horas
e meus sonhos navegantes
foram de encontro ao mar
os horizontes sutis
que estão em meus pensamentos
tornaram-se estribilho
dos poemas que nunca fiz
descolorindo a tinta da pintura
quebrando vasos de porcelana
perdendo-se no curso das horas
horas inteiras!
e os poemas me perturbam
suplicando por serem escritos
me consumindo...
a nitidez de meus pensamentos
com exatidão
é algo que não verei no papel
com meu olhar interior
poemas eternos que não tem fim
ora tristes, as vezes alegres
contemplam-me em vida e essência
tão nítidos
mas se perdem no curso das horas
escondendo minha realidade
a estampa viva do que sinto e sou...
MÓRBIDA ESCULTURA
o que me interessa
é o interior
desta escultura que agora
tão mórbida, no caos se vai
na precedência do curso dos séculos
e permanece estável em movimentos giratórios
de rotação e translação
o que me interessa está dentro
o que se vê do lado de fora
não serve pra vida, não agrada
me entristece em saber
que um dia foi mais bela
com verdejantes bosques
e a essência da vida na sua maneira simples
apesar de surgir do caos
e da forma abstrata...
ainda existem mistérios não revelados
possibilidade que transcende o tempo
há talvez flores silvestres
neste lado oculto que desconheço
mas ainda há um espaço vago nos pensamentos..
é preciso transcender o que está fora
para que possa surgir o que está dentro.
Ederson Rocha
é o interior
desta escultura que agora
tão mórbida, no caos se vai
na precedência do curso dos séculos
e permanece estável em movimentos giratórios
de rotação e translação
o que me interessa está dentro
o que se vê do lado de fora
não serve pra vida, não agrada
me entristece em saber
que um dia foi mais bela
com verdejantes bosques
e a essência da vida na sua maneira simples
apesar de surgir do caos
e da forma abstrata...
ainda existem mistérios não revelados
possibilidade que transcende o tempo
há talvez flores silvestres
neste lado oculto que desconheço
mas ainda há um espaço vago nos pensamentos..
é preciso transcender o que está fora
para que possa surgir o que está dentro.
Ederson Rocha
ETERNO MOVIMENTO
tudo se eleva ou cai
tudo oscila
tudo está em movimento
o movimento dos ventos
o movimento das marés
nada é estático
tudo se movimenta
até mesmo um pensamento
até mesmo um ideal
nunca fica no mesmo lugar
tudo isso constitui
as engrenagens que movimenta a humana máquina
no pequeno instante da vida
o eterno movimento é silêncio
e o silêncio a ilusão mais real
neste horizonte sem fim
Ederson Rocha
tudo oscila
tudo está em movimento
o movimento dos ventos
o movimento das marés
nada é estático
tudo se movimenta
até mesmo um pensamento
até mesmo um ideal
nunca fica no mesmo lugar
tudo isso constitui
as engrenagens que movimenta a humana máquina
no pequeno instante da vida
o eterno movimento é silêncio
e o silêncio a ilusão mais real
neste horizonte sem fim
Ederson Rocha
CHUVA...
a chuva lá fora cai
e no meu coração eu sinto
que a vida ainda existe
(por que ela não só existe com o que está fora)
quando a natureza se revela...
lá fora a chuva cai
e o silêncio da noite
vem demonstrar o som das coisas dispersas
dos sonhos perdidos
no céu encoberto
do meu silêncio
e eu não o alcanço!
não tenho o sol
tenho a chuva no meu silêncio
que se renova
num dia de chuva lá fora...
busco a plenitude da alma
e ao ver o que apenas sinto
tão logo se faz
um misto de alegria e tristeza
de ganho e perda
caminhos incertos
nos vestígios do passado,
uma idéia presente revela esperança
mas busco o silêncio
a voz que não se houve
no vago sentido vazio...
lá fora
pingos d’água
e no fundo de meu ser
sonhos e frases reticentes
pensamentos a pintar na alma
o que de humano já não seria
mas o silêncio que busco
se faz apenas de fragmentos
da minha incerta idéia de viver.
Ederson Rocha
e no meu coração eu sinto
que a vida ainda existe
(por que ela não só existe com o que está fora)
quando a natureza se revela...
lá fora a chuva cai
e o silêncio da noite
vem demonstrar o som das coisas dispersas
dos sonhos perdidos
no céu encoberto
do meu silêncio
e eu não o alcanço!
não tenho o sol
tenho a chuva no meu silêncio
que se renova
num dia de chuva lá fora...
busco a plenitude da alma
e ao ver o que apenas sinto
tão logo se faz
um misto de alegria e tristeza
de ganho e perda
caminhos incertos
nos vestígios do passado,
uma idéia presente revela esperança
mas busco o silêncio
a voz que não se houve
no vago sentido vazio...
lá fora
pingos d’água
e no fundo de meu ser
sonhos e frases reticentes
pensamentos a pintar na alma
o que de humano já não seria
mas o silêncio que busco
se faz apenas de fragmentos
da minha incerta idéia de viver.
Ederson Rocha
BEATRIZ
A poesia nasce
cresce e se manifesta
ah, se teus olhos falassem
se tua essência se expressasse
e se o mundo fosse mais colorido...
Deita sobre o meu peito solitário
derrama tua natureza ao redor
aproveita tua infância sublime
pois eu como pai me aqueço com teu amor.
Fonte pura de inocência,
sou eu tua fortaleza?
Sou acaso teu herói?
Sou apenas quem se deslumbra
no arco-íris colorido do teu mundo,
não me culpo de sua existência
neste mundo cinza mar de erros
tu és flor que renova meu jardim
é estrela que de tempos em tempos
me renova e me conquista!
Deita sobre o meu peito solitário
e horizontes de felicidade irei te apontar
contemplando o cenário da existência
a viver minha posição de pai,
és o próprio amor
que me renova e me inspira
a ver a ternura em teus olhos resplandecer...
Infelizmente o mundo que te espera é tão cinza
e vai descolorir aos poucos este brilho inocente,
mas que tenha com você
um pouco da semente que há em mim
e procure transformar
tudo que há de real em teu coração
pois esta é a estrela que sempre brilha
e num breve suspiro...
Mantém a vida em seu curso.
Ederson Rocha
cresce e se manifesta
ah, se teus olhos falassem
se tua essência se expressasse
e se o mundo fosse mais colorido...
Deita sobre o meu peito solitário
derrama tua natureza ao redor
aproveita tua infância sublime
pois eu como pai me aqueço com teu amor.
Fonte pura de inocência,
sou eu tua fortaleza?
Sou acaso teu herói?
Sou apenas quem se deslumbra
no arco-íris colorido do teu mundo,
não me culpo de sua existência
neste mundo cinza mar de erros
tu és flor que renova meu jardim
é estrela que de tempos em tempos
me renova e me conquista!
Deita sobre o meu peito solitário
e horizontes de felicidade irei te apontar
contemplando o cenário da existência
a viver minha posição de pai,
és o próprio amor
que me renova e me inspira
a ver a ternura em teus olhos resplandecer...
Infelizmente o mundo que te espera é tão cinza
e vai descolorir aos poucos este brilho inocente,
mas que tenha com você
um pouco da semente que há em mim
e procure transformar
tudo que há de real em teu coração
pois esta é a estrela que sempre brilha
e num breve suspiro...
Mantém a vida em seu curso.
Ederson Rocha
ARCADISMO
na necessidade de algo
vívido e manifesto
escrevo versos
semelhante arcadismo
escrevo versos pela chuva
pelo sol que se põe
e hoje tão forte
escrevo numa tarde de sol
tarde em que há vida
crianças correndo na rua
talvez atrás de um sorveteiro
e na falta de um sorvete
escrevo um poema
buscando aliviar-me do calor
vai entender poesia
é tudo sem pé nem cabeça
Ederson Rocha
vívido e manifesto
escrevo versos
semelhante arcadismo
escrevo versos pela chuva
pelo sol que se põe
e hoje tão forte
escrevo numa tarde de sol
tarde em que há vida
crianças correndo na rua
talvez atrás de um sorveteiro
e na falta de um sorvete
escrevo um poema
buscando aliviar-me do calor
vai entender poesia
é tudo sem pé nem cabeça
Ederson Rocha
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